O mercado imobiliário em Portugal, Julho de 2026: dois retratos em simultâneo.

Em Junho, o BCE subiu as taxas diretoras pela primeira vez desde setembro de 2023. A Euribor a 6 meses fechou o mês em 2,596%. As rendas caem há cinco meses consecutivos. Os preços das casas continuam a subir, embora a ritmo mais lento.

São dados que afetam duas realidades muito distintas — e que merecem ser lidos de forma diferente consoante o seu caso.

🏠 Se tem crédito habitação para casa própria:

Em julho, as prestações sobem para quem tem revisão agendada:

→ Euribor 6M (2,596%): considerando um financiamento de 150.000€ a 30 anos, a prestação sobe para 681€ — mais 38€ face a janeiro

→ Euribor 12M (2,798%): considerando um financiamento de 150.000€ a 30 anos, prestação sobe para 699€ — mais 60€ face a julho de 2025

→ A Euribor 6M representa 40% do stock de crédito habitação a taxa variável em Portugal

O que deve considerar neste momento:

✔ Renegociar o spread — o mercado bancário continua competitivo

✔ Avaliar a passagem a taxa mista — protege contra novas subidas sem perder toda a flexibilidade

✔ Simular a transferência de crédito — as condições variam significativamente entre bancos

✔ Monitorizar a reunião do BCE de 22 e 23 de julho — poderá haver nova subida

🏢 Se pondera comprar para arrendar:

A rentabilidade média bruta do investimento em habitação para arrendamento foi de 6,2% no segundo trimestre de 2026, segundo o Idealista — menos 0,7 pontos percentuais face ao período homólogo, mas com um risco também inferior.

As rendas estão a ceder (-2,4% em junho), enquanto os preços de venda continuam a crescer (+8,9% no último ano). Isto traduz-se num retorno imediato mais comprimido, mas numa maior probabilidade de valorização do ativo.

Por cidade, o perfil de risco-retorno diverge:

→ Castelo Branco e Vila Real: 8,1% de rentabilidade média (maior risco, menor liquidez)

→ Coimbra: 6,4% | Setúbal: 5,4% | Braga: 5,3%

→ Porto: 4,8% | Lisboa: 4,3% (menor risco, maior liquidez e valorização futura)

O que deve considerar neste momento:

✔ O IRS sobre rendas moderadas passa para 10% — o incentivo fiscal é real

✔ O financiamento para investimento tem condições distintas do crédito habitação

✔ A cidade importa tanto como o imóvel — a rentabilidade pode variar mais de 4 pontos percentuais

✔ O risco de arrendamento desceu, mas os custos de contexto (crédito mais caro, custos de remodelação, IMI) devem entrar no cálculo

Em qualquer dos casos, a decisão certa começa por uma análise correta dos números.

Na Finantagus trabalhamos com quem quer comprar casa para viver e com quem quer transformar imobiliário em rendimento. São objetivos diferentes que exigem estratégias diferentes.

Se quiser perceber qual a melhor opção para o seu caso concreto, estamos disponíveis!

💬 Qual destas situações se aproxima mais da sua realidade atual?

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